
Em jeito de reflexão…
Em relação às Bibliotecas Escolares (BE) do 1º ciclo, das EB de Louro/Mouquim, Requião e Vale-S.Cosme, os alunos continuam a ser apoiados pelo Professor Bibliotecário (PB), principalmente na Educação Literária e na Literacia da Leitura. Nestas bibliotecas destacam-se o elevado número de empréstimos domiciliários realizados e as atividades organizadas e promovidas pela BE no âmbito do Plano Anual de Atividades (PAA). Em relação aos Projetos, as BE continuam a desenvolver o “Mobile Learning na BE” e o concurso “Miúdos a Votos”. Congratulamo-nos também pela elevada utilização e adesão da dos alunos às BE, rentabilizando o seu espaço para a realização de atividades lúdicas e recreativas, tão do agrado dos nossos alunos. No entanto, estes referem ao PB que o horário de funcionamento e abertura é demasiado curto para satisfazer as necessidades da comunidade educativa.
Os alunos continuam a ser apoiados, quer na Educação Literária e Digital (no caso do 4ºD, na EB de Nine e no 3º C de Conde de Arnoso no âmbito da formação PADDE, Nível 3), quer no desenvolvimento de outras competências e valores, nomeadamente ao nível da sensibilização e trabalho das efemérides, estimulando o saber ser e o saber fazer, desenvolvendo soft skills, entre as quais, a comunicação, a criatividade, o espírito crítico e o trabalho colaborativo, indo ao encontro do PASEO, assim como do Manifesto da Biblioteca Escolar (IFLA/UNESCO, 1999). Constata-se, também, o gosto de utilizar/frequentar a BE para atividades de escrita e lúdicas no computador, jogos de tabuleiro, desenhos temáticos e embelezamento dos espaços. No que tange à biblioteca Conde de Arnoso, além dos aspetos elencados e convergentes com os utilizadores do 1º Ciclo, realçamos as atividades de articulação com vários agentes educativos, envolvendo diferentes públicos e faixas etárias, dando especial destaque a atividades de escrita criativa e de coautoria (envolvendo a escritora Mª do Céu Nogueira e o escritor/ator e encenador Sandro William Junqueira); ao Projeto BiblioΣ; ao Projeto “Doces Intervalos Literários”, assim como ao “Projeto Escola Azul”. O primeiro, por procurar incrementar competências ao nível da leitura, da escrita, criatividade e trabalho colaborativo nas turmas dos diferentes Ciclos. O segundo, por fomentar, de forma lúdica e aliciante, a aprendizagem dos conteúdos de várias áreas, a compreensão leitora, o raciocínio lógico, o espírito crítico, o trabalho colaborativo e outras literacias que a Biblioteca pode abarcar. O terceiro, por ter sido projetado a partir de um constrangimento detetado no Relatório de Avaliação (2023) relacionado com o envolvimento dos docentes nas atividades da BE. Trata-se de uma Ação de Melhoria assente na partilha de leituras feita por diferentes agentes educativos, bem como na partilha de doces momentos literários com esse público-alvo, articulando com o Clube de Leitura e estabelecendo parcerias com diferentes entidades da Comunidade Educativa. O último, por projetar a Escola a nível local, regional e nacional não só ao participar em reuniões promovidas pela Organização, mas também ao envolver-se em diferentes atividades ligadas à literacia dos oceanos e à sustentabilidade. Aqui foi visível a articulação com diferentes Clubes existentes na Escola. De realçar que, a BE deu as mãos ao Projeto Leituras Encenadas, colaborando na organização dos eventos e viabilizando a participação de alguns elementos do Clube de Leitura. Além disso, encontra-se ligada ao Projeto ODS da Biblioteca Municipal e “Miúdos a Votos”. Acresce ainda que a BE procura ir ao encontro das necessidades de alunos e docentes ao nível do fundo documental e da Educação literária dos restantes Ciclos.
Ao longo do período foi visível o interesse de alunos e de professores pela biblioteca não só como um espaço ou um recurso, mas como um organismo parceiro no processo educativo, sendo o feedback, para já, bastante positivo.
A biblioteca D. Maria II emerge, no seu espaço central, com um ambiente revitalizado, imbuído de modernidade, inovação e criatividade, abrindo caminhos para novas experiências educativas. Um dos pontos notáveis é a frequência diária dos alunos, testemunhando a sua relevância contínua. Tanto professores quanto alunos encontram neste espaço um palco dinâmico para atividades de articulação. Não é apenas um local para aquisição de conhecimento, mas um espaço multifuncional que se adapta às diversas necessidades do ecossistema educativo. É louvável observar o crescente interesse dos alunos por novas leituras, traduzido pela participação ativa na sugestão de títulos, alinhados com seus interesses pessoais. Esse envolvimento direto no processo de escolha contribui significativamente para a diversificação do fundo documental e, por conseguinte, para a promoção da leitura. A utilização da biblioteca para estudo; pesquisa; trabalhos de casa; visionamento de filmes, participação em clubes, aulas de apoio e o uso do smartphone revelam a sua versatilidade, integrando-se naturalmente nas dinâmicas modernas de aprendizagem. Além disso, a biblioteca serve como palco para projetos, palestras, concursos e exposições, proporcionando aos alunos motivação adicional para além dos “saberes convencionais”, a aquisição de novas competências de literacia: leitura; informação; média; digital; fílmica, entre outras, cada vez mais complexas e variadas. A participação em encontros com escritores, a presença na feira do livro e a colaboração com diversos intervenientes educativos sublinham o papel ativo e enriquecedor que a biblioteca desempenha na vida escolar.
Os professores bibliotecários:
Rui Soares
Paula Meneses
Maria José Pereira